Escatologia II a Igreja Milenar

Escatologia II a Igreja Milenar

 

 

Os temas relacionados à escatologia têm sido tratados de duas maneiras opostas: uma se aproxima da superstição e outra compõe a fila do paganismo.

Superstição – crentes desesperados, imediatismo, vivem como se o mundo fosse explodir nos ares ainda hoje. Ao longo da história, este erro foi várias vezes cometido. Centenas de líderes fanáticos marcaram datas e lugares para a volta de Jesus. Todos fracassaram, como fracassarão todos que continuarem a fazê-lo.

Paganismo – crentes displicentes, relaxados, achando que a volta de Cristo vai demorar muito.

Diferentemente destas visões equivocadas, precisamos de uma visão bíblica acerca do presente e do futuro. O nosso presente é possível porque no passado Jesus Cristo morreu e ressuscitou por nós. O nosso presente é possível porque no futuro Jesus Cristo voltará para nos fazer ressuscitar e viver para sempre com Ele num tipo de vida radicalmente diferente da que conhecemos e experimentamos.

Há muitas profecias e textos bíblicos sobre a volta de Cristo e o tempo do fim. A ESCATOLOGIA é o estudo destas profecias e a tentativa de estabelecer uma doutrina sobre as últimas coisas. Ao longo dos anos, inúmeras linhas teológicas interpretativas têm surgido.  E é impossível encontrar um consenso entre elas.

Então, quão importante é a Escatologia? Realmente faz diferença sabermos quando o Senhor vai voltar e como será esta volta?

É claro que, mais importante do que compreender o significado das profecias apocalípticas, é ter a certeza de que realmente Jesus voltará. No entanto, não podemos partir para o extremo de ignorar os assuntos relacionados à Escatologia devido à sua difícil interpretação. O fato de Deus haver decidido revelar alguma coisa torna esta coisa importante (até genealogia). Portanto, precisamos buscar em Deus sabedoria para compreender as Escrituras para que possamos proclamar o plano divino com exatidão.

É preciso estar atento para diferenciar 3 itens básicos com relação aos sinais dos tempos e assuntos escatológicos. O especialista em profecia Dr. Ed Hindson chama esses 3 itens de: fatos, suposições e especulações.

  • Fatos  são afirmações claramente declaradas nas Escrituras: Jesus voltará, os perdidos serão condenados, haverá um período de grande tribulação na terra nos finais dos tempos, o conflito final será vencido por Cristo, etc…
  • Suposições  são conclusões a partir da interpretação de um texto bíblico. Se a interpretação estiver correta, a suposição será válida; caso contrário, levarão a especulações ridículas.
  • Especulações  são conjecturas calculadas, baseadas em suposições. Em muitos casos, ela não tem nenhuma base profética. Por exemplo: a Bíblia diz que o número do anticristo é “666”. Supõe-se que esse seja um número literal que aparecerá nas coisas nos últimos dias. Quando um evangelista famoso viu o número 666 em parte das  placas de automóveis em Israel há alguns anos atrás, especulou que a “marca da Besta” já havia chegado à Terra Santa. Outros escreveram vários livros apontando Saddam Hussein como o anticristo e o Iraque como a Nova Babilônia. O maior perigo que corremos em tentar interpretar a profecia bíblica é supor que nossas especulações estão corretas e passar a considerá-las como fatos.

*Dentre as diversas linhas teológicas de interpretação da Escatologia, as três principais são: amilenismo, pré-milenismo e pós-milenismo. Cada uma se subdivide em várias outras vertentes. Em nossos dias, a grande maioria dos estudiosos são adeptos do pré-milenismo.

A título de conhecimento, veja abaixo as principais características de cada uma e, baseado em seu conhecimento da Palavra, tire você mesmo suas conclusões.

 

 

AMILENISMO

Não haverá um milênio literal aqui na Terra

 

esc-amilenismo

 

a)  Milênio é algo simbólico e não deve ser entendido como literal.

b) Acredita que quase todas as profecias apocalípticas já se cumpriram no passado, principalmente durante o Império Romano (interpretação preterista).

c)  Delimitar o Reino de Cristo a um período de mil anos é algo que só pode ser classificado como um delírio, devaneio e sandice. O reino de Cristo é eterno e de natureza espiritual (Lc 17:20,21).

d)   As profecias e a Escatologia fazem uso de grande número de simbolismo, e não devem ser interpretadas literalmente. Entende o Apocalipse como um livro essencialmente ético. Por exemplo: os 7 selos representam a luta entre o bem e o mal, com a vitória final do bem; as 7 trombetas representam os juízos sobre o mal; a Besta é o poder secular contra a Igreja; a 2ª Besta é a corrupção da Igreja; Babilônia representa o mal dentro da Igreja…

e)  Satanás foi preso na primeira vinda de Cristo (seu nascimento). A presente era, entre a primeira e a segunda vinda de Jesus, portanto, é o cumprimento do Milênio. Alguns amilenistas divergem desta posição, entendendo que o Milênio consiste no reinado de todos os crentes que morrem e estão no Céu.

f)  A Segunda Vinda de Cristo será um evento único (Mt 24:27). Todos os textos que fazem referência ao retorno de Cristo, só falam de uma única volta, a qual aparece – em essência – com as mesmas características e com os mesmos acontecimentos.

g)    Tanto o bem quanto o mal aumentarão na terra, com o Reino de Deus coexistindo paralelamente ao Reino de Satanás. Jamais conseguiremos uma sociedade perfeita enquanto o mundo estiver sem a consumação da redenção. Mas isto não elimina o fato de que devemos lutar por uma sociedade melhor. A Igreja de Jesus Cristo é a principal agência do reino de Deus e, fazendo assim, promoverá o reino que está sob a administração do Filho de Deus.

h)  Quanto ao sistema de governo na terra, os amilenistas convivem muito bem com a democracia, pois crêem que ela permite uma pregação do evangelho sem que haja quaisquer problemas maiores, embora creiam na depravação dos governos humanos. Sua posição é de acomodação diante do sistema político e social. Os amilenistas também convivem com a idéia de que todas as crenças devem ter a sua livre expressão, mesmo que discordem delas veementemente. Somente um governo democrático permite a livre expressão das religiões.

i) Os judeus depois que rejeitaram a Cristo como o Messias, deixaram de ser o povo de Deus. A partir de então, a Igreja tomou o lugar do Israel político tornando-se o único povo que Deus tem na face da terra – é chamada nas Escrituras de Israel Espiritual (Ef 2:11-22; Gl 3:14, Rm 10:12).

j) Quando Cristo voltar, o fim do mundo acontecerá com a ressurreição geral e o julgamento de todas as pessoas (Ap 20).

 

PÓS-MILENISMO

Jesus voltará após o Milênio

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esc-posmilenismo

 

a) Acredita que quase todas as profecias apocalípticas já se cumpriram no passado, principalmente durante o Império Romano (interpretação historicista). Visão calvinista – reformada.

b) Interpreta as profecias apocalípticas como simbólicas e não literais. Por ex: os 7 selos tratam do Império Romano desde o seu apogeu até a sua decadência; as 7 trombetas simbolizam o fim do Império Romano sob os bárbaros; a Besta é o papado ou o poder romano; a 2ª Besta é a Igreja apóstata; a Grande Babilônia é Roma…

c)  O Reino de Deus começa em cada coração que se rende ao seu senhorio. É um reino espiritual e não apenas geográfico. Israel é uma alusão não literal ao povo judeu, mas a todos aqueles que fazem parte da família de Deus, que foram adotados mediante o sangue de Cristo (Mt 21:33-43; 2 Pe 2:9).

d) Através da pregação do Evangelho, todo o mundo será cristianizado e submetido ao evangelho antes do retorno de Cristo. O mundo irá melhorar gradativamente à medida que a mensagem do evangelho for sendo aceita. A pregação será eficaz. Não será obra meramente humana, mas uma obra realizada pela atuação direta do Espírito Santo no coração dos homens (Mt 24:14, At 2:17, Jl 3:1-2).

e)  À medida que mais pessoas se converterem, a paz será instituída sobre a terra. A paz será o estado natural, atingindo até mesmo o relacionamento entre as nações. Será a instituição do Milênio (Zc 14).

f)  Os pós-milenistas crêem que a Igreja deve introduzir o reino milenar. Seu desejo é reformar o sistema político deste mundo. Não há para eles a dicotomia entre o que é sagrado e o que é secular. Sua luta é contra o pluralismo (existência de várias crenças e religiões) e o secularismo que estão regendo os conceitos de governo civil no mundo. A Bíblia, e tão somente a Bíblia deve ser a regra de fé e prática para todos os governos (Sl 2.10-11, Sl 119.160). Existe uma continuidade entre o Antigo e o Novo Testamentos em termos de moralidade, como conseqüência, eles crêem que a pena capital para crimes capitais, como o homossexualismo, por exemplo, é algo necessário.

g) Quanto ao sistema de governo na terra, os pós-milenistas são, em geral, contra o princípio democrático, que eles consideram anti-cristão, pois leva as pessoas a escolherem livremente os seus governantes, e assim a vontade de Deus nunca é feita. É impossível, portanto, que um cristão seja um “pluralista” em termos religiosos. Jesus disse: “Quem não é por mim, é contra mim” (Mt 12.30).Ao invés da democracia (o governo do povo), todos preferem a teocracia (o governo de Deus). Sentem-se altamente desconfortáveis com a multiplicidade de religiões e éticas no mundo. Segundo eles, deveria haver somente uma religião no mundo, a cristã, e todo o mundo deveria estar debaixo dos preceitos estabelecidos na Bíblia. Essa é a meta final dos pós-milenistas que querem implantar o reino de Deus aqui na terra, onde todos estejam debaixo do seu domínio absoluto. Eles aceitam a idéia de haver pessoas não cristãs vivendo ao lado dos cristãos, mas todos submissos à lei prescrita na Palavra de Deus (Sl 144:15).

h) O milênio será um período real na terra, mas não necessariamente com a duração de 1000 anos. O número mil é simbólico (2 Pe 3:8). Será um reinado mais espiritual do que político. Cristo reinará, mas estará no Céu, no Trono de Davi.

i) No fim do milênio, haverá um período de apostasia e o governo do anticristo se instalará, e virá a Grande Tribulação, quando a Igreja será perseguida e provada. Depois disso virá a volta de Jesus, a ressurreição de todos os mortos (salvos e ímpios) e o juízo final.

j) O arrebatamento da Igreja e a Volta de Cristo serão um só acontecimento. Vindo depois disso, o juízo sobre todas as pessoas: condenação eterna para os ímpios e vida eterna para os salvos.

 

PRÉ-MILENISMO

Jesus voltará antes do Milênio

 

esc-premilenismo

 

a) Acredita no cumprimento futurista literal de todas as profecias apocalípticas. Nenhuma profecia apocalíptica se refere à Igreja ou ao nosso tempo. Tudo se cumprirá após o arrebatamento.

b)  Existirá, no futuro, um reino literal de mil anos de Cristo aqui na Terra. Será Cristo reinando pessoalmente na Terra com seus santos. Jerusalém será a capital (Ap 19:19 a 20:15).

c)  Esse reino milenar, que será implantado sobrenaturalmente com a descida de Cristo à terra, não tem qualquer conexão com o aspecto presente do reino onde Cristo reina somente nos corações dos crentes.

d)  A era da Igreja é uma espécie de “parêntese” nos planos de Deus com Israel, que continua sendo o povo escolhido do Senhor. Com a rejeição do Messias, Deus interrompeu momentaneamente seu tratamento com Israel, e irá retomá-lo após o arrebatamento da Igreja, restaurando o templo e reavivando sua aliança com o povo (Rm 11:25-26, Hb 8:10, Dn 9:24-27).

e) O arrebatamento da Igreja e a Volta de Cristo são dois acontecimentos distintos. No arrebatamento, Jesus virá de maneira invisível, para buscar a sua Igreja, Ele ficará nos ares e o Espírito Santo será retirado da terra juntamente com a igreja, dando início assim aos 7 anos de governo do Anticristo e à Grande Tribulação (1 Ts 4:17, 2 Ts 2:7-11). A volta de Cristo será após estes 7 anos, de maneira visível, para inaugurar seu reino milenial (Zc 14:3-4). Obs: alguns pré-milenistas crêem que o arrebatamento não será antes, mas no meio ou no fim da Grande Tribulação (meso-tribulacionistas, pós-tribulacionistas).

f) Depois do Milênio, Satanás será solto por um curto período de tempo. Iniciará uma apostasia e uma rebelião contra Jerusalém e o governo divino. Cristo então o vencerá definitivamente, destruirá para sempre a trindade satânica, e julgará os perdidos (Ap 20-21).

g) Haverá duas ressurreições, em três épocas diferentes: a “primeira ressurreição” refere-se aos salvos. Esta acontecerá em dois momentos: primeiro no arrebatamento (1 Ts 4:16, 1 Co 15:52); e depois no início do Milênio (os mártires que se converteram e foram mortos durante a Grande Tribulação – Ap 20:3-6).  A “última” ressurreição será a dos ímpios de todos os tempos que rejeitaram a Deus e o evangelho; e ocorrerá no final do milênio, antes do juízo final (Ap 20:13-15).

h)  O mundo está piorando cada vez mais a medida que se aproxima o tempo do fim. Não adianta tentar transformar a sociedade, pois esta jaz no maligno e está destinada à perdição (2Tm 3:1-5, Lc 18:8). Não há muito porque lutar politicamente pelo mundo, pois este, afinal de contas, vai terminar num caos. Os malfeitores do mundo continuarão cada vez piores, conquistando todos os instrumentos de poder. A preocupação principal da Igreja deve ser a salvação de almas.

i) Da perspectiva pré-milenista, visto que o governo civil não é baseado na revelação especial de Deus, mas na revelação natural, até a idolatria deve ser permitida, porque o estado não tem nada a ver com as leis de Deus.

j) Quanto ao sistema de governo na terra, os pré-milenistas são totalmente favoráveis a um regime democrático que lhes permita a proclamação do Evangelho. Ao contrário dos pós-milenistas, que desejam cristianizar as nações, os pré-milenistas desejam pregar o evangelho a todas as criaturas, e para isso precisam de governos democráticos que lhes permitam entrar em todos os recantos do mundo (Mt 28:20-22).

 

CONCLUSÃO

Em tese, nós os chamados protestantistas, (vide Martin Lutero e suas 95 teses), devemos fazendo-se excessão aos ítens abordados nas secções (a) e (i) abordado no artigo  PRÉ-MILÉNIO, devemo-nos se colocar na condição de pré-milenista.

A Revelação dada a João segue três períodos destintos. "Escreve as coisas que tens visto (passado), e as que são (Estágio em que a Igreja se encontrava), e as que depois destas hão de acontecer;"  (Apocalipse 1 : 19).

veja o seguinte gráfico que se apresenta na visão de Daniel: 

 

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo."  (Daniel 9 : 24).

Desta feita tiramos a seguinte conclusão:

Jerusalém caiu no ano de 586 a.C

A visão se refere a um período de 70 semanas.

70 semanas (anos) cumpridos literalmente 

33 anos (morte e ressurreição de Cristo.

7 dias tem a semana

586 - 70 - 33 = 483

483 ÷ 7 = 69

Cristo entrou em Jerusalém na sexagésima nona semana do 70 anos. Para-se o relógio de Deus e inicia-se o tempo da Israel espiritual. Quando do arrebatamento, restará uma semana, ou seja, 2.520 dias, dos quais 1.260 (Ref: três dias e meio) será para a aliança de Israel com o Anti-Cristo e os últimos 1.260 (REF: três dias e meio, somados, uma semana), para a grande tribulação, quando o pacto for quebrado. 

Notas:
*1 dia profético = 1 ano (Ez. 4:6 e 7 e Núm. 14:34).
* Como 1 semana tem 7 dias, ao calcular, devemos multiplicar o número de semanas por sete para acharmos o valor em dias. (Ex. 70 semanas x 7 dias = 490 dias/anos).
* No séc. VI d.C Dionísius Exíquo constata que o nascimento de Cristo é mais importante que a fundação de Roma. No séc. IX é alterado o calendário romano que deixa de se basear na fundação de Roma para se fundamentar no nascimento de Cristo. Exíquo errou os cálculos e cerca de 4 anos se perderam na história, ou seja, Jesus, na verdade, nasceu no ano de 3 ou 4 a.C. Isso também explica por que Ele foi batizado com 30 anos no ano 27 d.C., e morreu com 33 anos no ano 31 d.C..
* Esd. 7:7-26 – Decreto de Artaxerxes (Dan. 9:25) no outono de 457 a.C.. Com isso em mente, sem se esquecer que não existe ano zero, quando calculamos um período de tempo que se estende de uma data antes de Cristo (a.C.) para uma data depois de Cristo (d.C.), devemos acrescentar um ano (o decreto de Artaxerxes só completaria um ano no outono de 456 a.C.). Ex.490 anos passados de 457 a.C. = 490 – 457 = 33 . Assim
33 + 1 = 34 d.C.
* Dan. 9:24 – Setenta semanas “determinadas” (determinadas significa “cortadas” das 2300 tardes e manhãs – ver Dan. 9:23) sobre teu povo (Judeus).
* Dan. 9:25 – Sete semanas e sessenta e duas semanas até ao “Ungido” (Ungido é Messias em hebraico), ou seja, depois de sessenta e nove semanas (que passadas do ano de 457 a.C chega ao ano de 27 d.C., ano do batismo de Jesus) começaria o ministério do Messias (Cristo).
* Dan. 9:26 – Depois das 62 semanas seria morto o Ungido. Tenha em mente que há 7 semanas antes das 62 semanas, totalizando 69 semanas; Cristo morreu pouco depois das 62 semanas, no ano 31 d.C..
* Dan. 9:27 – “Ele” (Jesus/Ungido) cumpriu a “aliança com muitos” em Seu ministério, que durou do ano 27 d.C. até 31 d.C.. Note que esse período é de exatamente 3 anos e meio, marcando a metade de uma semana profética que se estenderia até 34 d.C.. Jesus fez cessar o sacrifício com Sua morte quando o véu do santuário terrestre se rasgou de alto a baixo e não seria mais necessário o sacrifício de animais.
* Dan. 12:7, 11 e 12. Respectivamente 1260 (1t + 2t + ½t = 360 + 720 + 180 = 1260) , 1290 e 1335 dias/anos. 
Aqui cumprem-se a palavra dita "Tempo" (1 ano) tempos (02 anos) e metade de um temo (6 meses), somando-se três anos e meio, ou 3 dias e meio de uma semana.
A seguir temos 1260 dias de perseguição aos que restaram.
"E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente."  (Apocalipse 12 : 14)
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Esta parte do Apocalípse se refere aos 144.000,00, sendo 12,000,00 de cada tribo de Irsrael.
A Igreja (Israel Espiritual) não sofrerá essa "Grande Tribulação"
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Apocalípse CAPÍTULO 7

1 E DEPOIS destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.
2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,
3 Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.
4 E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel.
5 Da tribo de Judá, havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil assinalados; da tribo de Gade, doze mil assinalados;
6 Da tribo de Aser, doze mil assinalados; da tribo de Naftali, doze mil assinalados; da tribo de Manassés, doze mil assinalados;
7 Da tribo de Simeão, doze mil assinalados; da tribo de Levi, doze mil assinalados; da tribo de Issacar, doze mil assinalados;
8 Da tribo de Zebulom, doze mil assinalados; da tribo de José, doze mil assinalados; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados.
9 Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos;
10 E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.
11 E todos os anjos estavam ao redor do trono, e dos anciãos, e dos quatro animais; e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus,
12 Dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre. Amém.
13 E um dos anciãos me falou, dizendo: Estes que estão vestidos de vestes brancas, quem são, e de onde vieram?
14 E eu disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande tribulação, e lavaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.
15 Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a sua sombra.
16 Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem sol nem calma alguma cairá sobre eles.
17 Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.

 

Percebe-se que Cristo não é Rei sobre reis pecadores.

O Cristo de Deus aguarda a chegada dos Reis e Sacerdotes

para ser entronizado como

REI DOS REIS

 

Apocalípse CAPÍTULO 20
Satanás é amarrado por mil anjos. Os fiéis reinam com Cristo.
1 E VI descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão.
2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos.
3 E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo.
4 E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
6 Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos.

 

 

*Como foi dito anteriormente, mais importante do que se “filiar” a uma ou outra linha escatológica, é saber que Jesus vai voltar e se preparar para a sua volta.

Deus executará seu justo juízo sobre a Terra e punirá com rigor o pecado e o pecador. E apenas aqueles que, em vida, se arrependeram, e creram em JESUS como Filho de Deus e único salvador, serão salvos e receberão a vida eterna (Mc 16:16).

Se o milênio é ou não literal ou se os salvos serão arrebatados antes ou depois da Grande Tribulação, não faz diferença. O que realmente importa é ter seu nome escrito no Livro da Vida. E isso, só é possível através de Jesus. (Ef 2:8-9, Jo 3:16, Jo 14:6).

Creia que fora de Jesus não há salvação, pois o nosso pecado nos afasta de Deus. Reconheça que é um pecador e precisa de Jesus para se reconciliar com Deus. Convide-o a entrar em seu coração e ser o Senhor de sua vida. E receba, pela fé, a vida eterna com Cristo.

Poderão dizer que há pessoas que querem saber mais que Jesus, que garantiu que “aquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai” (Mateus 24:36). Fato: Enquanto encarnado como "VERBO" não tinha a deliberação do Pai para nos anunciar, porém, uma vez tendo ido ao inferno, disse: Todo o poder me foi dado, tanto na terra como nos céus".

Nós simplesmente não conhecemos o tempo da volta de Jesus Cristo. E isto é muito bom. Vivamos pois como se Ele fosse voltar amanhã, com os olhos voltados para a Sua direção, buscando o crescimento em direção à Sua estatura perfeita. Enquanto tocamos nossos projetos, de curto, médio e longo prazos, esperemos e desejemos a sua volta.

O Espírito e a Noiva dizem: Vem!

Maranata, ou Hosana nas alturas!

Ora, vem Senhor Jesus!

 

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